A Prefeitura de Salvador entregou nesta terça-feira (28) mais uma contenção de encosta, desta vez na Ladeira da Cruz da Redenção, no bairro de Brotas. Com mais essa inauguração, a gestão municipal chegou a 608 áreas protegidas em toda a capital baiana. Nesta obra, foi utilizada a tecnologia de hidrossemeadura verde, onde acima da estrutura de concreto e aço são semeadas gramíneas para auxiliar na sustentação do solo, garantindo, de forma conjunta, segurança e beleza para regiões que anteriormente estavam degradadas.
Neste momento, há outras 32 obras do tipo em andamento em diferentes regiões da cidade, que vão totalizar 640 encostas protegidas. Das 608 que já foram inauguradas, 280 foram obras de contenção definitiva de encostas e 328 foram geomantas. Na Ladeira da Cruz da Redenção, foram investidos mais de R$ 3,3 milhões, com a cobertura de 1.280,78 m² de solo grampeado verde com hidrossemeadura e 580 m² de passeio, além de um novo sistema de drenagem. A obra foi executada pela Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), através da Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop).
Durante a entrega, o prefeito Bruno Reis destacou que a obra traz segurança e conforto para as pessoas que vivem no local. “Aqui, a Prefeitura investiu nesta tecnologia de solo grampeado verde, uma solução ecológica, que vai permitir que a vegetação possa crescer e proteger ainda mais a encosta. Este é um trabalho realizado em toda a cidade, que hoje está mais resiliente e resistente às chuvas. Além da proteção das encostas, fizemos mais de 6 mil escadarias drenantes, que também ajudam a estabilizar essas áreas de risco. E assim vamos levando mais proteção, segurança e mais tranquilidade às famílias que moram nessas áreas que têm declives e trazem risco, principalmente no período das chuvas”, disse.
Bruno lembrou que a intervenção no local ocorreu atendendo a uma demanda dos moradores. “Aqui, utilizamos o que há de mais moderno para a proteção de encostas. É uma obra sustentável, ecológica, que permite o crescimento de vegetação, o que acarreta em mais segurança, pois permite a drenagem da água da chuva. E, de certa forma, também embeleza a cidade, com um paredão verde natural, a exemplo do que já acontece na região do Clube Espanhol, na Barra, e vai ocorrer na Avenida Contorno e onde mais for possível implantar esta tecnologia”, completou.
Adriano Silveira, diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), explicou que todas as áreas de risco da cidade são previamente monitoradas, e a partir daí observam-se parâmetros técnicos para definir quais localidades receberão as proteções. “À medida que percebemos o nível de criticidade dos taludes e encostas, realizamos as solicitações à Seinfra e à Sucop para a confecção de projetos e orçamentos para iniciarmos as entregas para trazer mais segurança e beleza para os moradores de nossa cidade”, afirmou.
Sobre a diferença entre as técnicas utilizadas em cada situação, o diretor-geral da Codesal explicou que se trata de níveis de tecnologia de proteção. “No caso de contenção, há toda uma estrutura de concreto armado em estruturas atirantadas cravadas em toda a extensão da parede, de forma definitiva. A geomanta, por sua vez, é uma tecnologia mais prática, de aplicação mais rápida e de valor menor, que funciona por meio de mantas instaladas por toda a área do talude, armada sobre uma malha de aço e concreto para maior segurança, se o caso permitir a utilização de geomanta”, completou.
O coordenador de Ações de Atendimento Emergencial da Codesal, Esmeraldo Tranquilino, lembrou que as ações envolvendo solo grampeado verde tiveram início em 2021, a partir da identificação de problemas nas estruturas das encostas. “É uma técnica que auxilia na contenção e estabilização do solo. O entendimento é de que ela permite que o solo realize o seu processo natural de absorção e transpiração, mantendo a área de calor mais controlada, evitando que o volume de água da área de impermeabilização traga transtornos para a Ladeira da Cruz da Redenção, seu entorno e regiões inferiores, tendo a encosta inteira protegida, com a cobertura de gramíneas, como se fosse um ambiente natural e sem novos riscos de deslizamentos”, explicou.
Vivendo na região há quase duas décadas, a aposentada Josélia Bonafini foi uma das moradoras que solicitou a obra à Codesal. Ela lembra que os moradores viviam apreensivos com o risco de deslizamento da área. “Essa encosta cedeu em 2023, e daí reforçamos o pedido junto à Prefeitura para a realização deste projeto. Hoje nos sentimos mais seguros, pois já não há mais risco da encosta ceder”, disse.






