{"id":4166,"date":"2023-09-28T13:27:22","date_gmt":"2023-09-28T16:27:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diabahia.com.br\/?p=4166"},"modified":"2023-09-28T13:27:24","modified_gmt":"2023-09-28T16:27:24","slug":"juros-medios-dos-bancos-seguem-em-queda-para-435-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diabahia.com.br\/index.php\/2023\/09\/28\/juros-medios-dos-bancos-seguem-em-queda-para-435-ao-ano\/","title":{"rendered":"Juros m\u00e9dios dos bancos seguem em queda para 43,5% ao ano"},"content":{"rendered":"\n<p>Pelo terceiro m\u00eas seguido, a taxa m\u00e9dia de juros das concess\u00f5es de cr\u00e9dito livre teve queda e passou de 43,8% para 43,5% ao ano em agosto, redu\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto percentual (pp) no m\u00eas. Em 12 meses, entretanto, a alta nos juros m\u00e9dios \u00e9 de tr\u00eas pontos percentuais, segundo a publica\u00e7\u00e3o Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito, divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central (BC), em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas novas contrata\u00e7\u00f5es para empresas, a taxa m\u00e9dia do cr\u00e9dito livre ficou em 22,6% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,4 pp no m\u00eas. De acordo com o BC, o recuo \u00e9 resultado das redu\u00e7\u00f5es disseminadas pelas principais modalidades de cr\u00e9dito. Em 12 meses, o recuo \u00e9 de 0,1 pp.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas contrata\u00e7\u00f5es com as fam\u00edlias, a taxa m\u00e9dia de juros livres atingiu 57,7% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,6 pp no m\u00eas e alta de 3,7 pp em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do observado no cr\u00e9dito \u00e0s empresas, a diminui\u00e7\u00e3o da taxa m\u00e9dia para pessoas f\u00edsicas foi influenciada tanto pela altera\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o da carteira (efeito saldo) como pela efetiva redu\u00e7\u00e3o dos juros praticados nas principais modalidades (efeito taxa).<\/p>\n\n\n\n<p>O destaque \u00e9 para as redu\u00e7\u00f5es das taxas nas modalidades de cr\u00e9dito consignado para benefici\u00e1rios do Instituto Nacional do Seguro Social &#8211; INSS &#8211; (queda de 0,8 pp), cr\u00e9dito pessoal para trabalhadores do setor p\u00fablico (queda de 0,4 pp) e cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado vinculado \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas (queda de 1,8 pp).<\/p>\n\n\n\n<p>No cr\u00e9dito livre, os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado &#8211; com regras definidas pelo governo &#8211; \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado, a taxa para pessoas f\u00edsicas ficou em 11,5% ao ano em agosto, com redu\u00e7\u00e3o de 0,5 pp em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e alta de 0,7 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa subiu 0,4 pp no m\u00eas e 1,6 pp em 12 meses, indo para 10,7% ao ano. Assim, a taxa m\u00e9dia no cr\u00e9dito direcionado ficou em 11,3% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,3 pp no m\u00eas e alta de 0,9 pp em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juros b\u00e1sicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento dos juros banc\u00e1rios m\u00e9dios ocorre em um momento que a expectativa do mercado financeiro \u00e9 de queda da taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, definida em 12,75% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. A Selic \u00e9 o principal instrumento usado pelo BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento dos pre\u00e7os fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do comit\u00ea. Ap\u00f3s sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a infla\u00e7\u00e3o voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis. Por um ano &#8211; de agosto do ano passado a agosto deste ano &#8211; a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fim do ano, a previs\u00e3o dos analistas \u00e9 que a Selic caia para 11,75%. Com isso, a taxa de capta\u00e7\u00e3o de recursos livres dos bancos (o quanto \u00e9 pago pelo cr\u00e9dito) vem recuando. Desde abril, ela est\u00e1 em queda e ficou em 11,2% em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o conjunto dos recursos livres e direcionados a pessoas f\u00edsicas, o pico dos juros aconteceu em maio: 38,2% ao ano. Para empresa, o pico foi em janeiro: juros a 22%. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o nas taxas m\u00eas a m\u00eas, com flutua\u00e7\u00f5es e desacelera\u00e7\u00e3o no crescimento em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o porque causa de reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, contendo a demanda aquecida. Quando o Copom diminui a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para pessoas f\u00edsicas, as taxas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito tiveram redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 0,4 pp no m\u00eas, mas com alta de 13,8 pp em 12 meses, alcan\u00e7ando 101,5% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito rotativo continua em alta e subiu 4,4 pontos percentuais em agosto e de 46,1 pp em 12 meses, indo para 445,7% ao ano. O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade \u00e9 uma das mais altas do mercado e o Banco Central j\u00e1 estuda o fim do cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados tamb\u00e9m aprovou um projeto limita os juros do cr\u00e9dito rotativo. O texto prev\u00ea que &#8211; depois de aprovada e publicada a lei &#8211; as empresas emissoras de cart\u00e3o ter\u00e3o 90 dias para encaminhar ao Conselho Monet\u00e1rio Nacional uma proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o com defini\u00e7\u00e3o desse teto.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso contr\u00e1rio, ficou decidido que os juros n\u00e3o poder\u00e3o ser maiores que o valor original da d\u00edvida. Ou seja, juros de 100% e n\u00e3o de mais de 400% ao ano como \u00e9 cobrado hoje. O texto est\u00e1, agora, em tramita\u00e7\u00e3o no Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s os 30 dias, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. Nesse caso do cart\u00e3o parcelado, os juros ca\u00edram 3,7 pp no m\u00eas e registraram alta de 7,7 pp em 12 meses, indo para 194,5% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas contrata\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o prolongada dos juros em alta &#8211; resultado do aperto monet\u00e1rio &#8211; e a pr\u00f3pria desacelera\u00e7\u00e3o da economia levaram tamb\u00e9m a uma desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito banc\u00e1rio, em especial, para as fam\u00edlias. No m\u00eas passado, entretanto, as concess\u00f5es de cr\u00e9dito subiram 8% para as pessoas f\u00edsicas e 11,2% para empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,523 trilh\u00f5es, um crescimento de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o a julho. O resultado refletiu o aumento de 0,9% no saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito pactuadas com pessoas jur\u00eddicas (R$ 2,163 trilh\u00f5es) e o incremento de 1,3% no de pessoas f\u00edsicas (R$ 3,360 trilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o cr\u00e9dito total cresceu 8,9% em agosto, mantendo a tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o observada desde meados de 2022. Em julho, esse crescimento havia sido de 9,3%. Nas mesmas bases de compara\u00e7\u00e3o, os estoques de cr\u00e9dito para pessoas jur\u00eddicas e pessoas f\u00edsicas registraram expans\u00f5es de 5,1% e 11,5%, respectivamente, com estabilidade no ritmo de crescimento nas opera\u00e7\u00f5es com pessoas jur\u00eddicas (5% em julho) e arrefecimento nas opera\u00e7\u00f5es com pessoas f\u00edsicas (12,2% em julho).<\/p>\n\n\n\n<p>Em ata divulgada pelo Copom, ontem (26), em Bras\u00edlia, o colegiado avaliou que a desacelera\u00e7\u00e3o na concess\u00e3o de cr\u00e9dito est\u00e1 em linha com a postura da pol\u00edtica monet\u00e1ria de defini\u00e7\u00e3o dos juros. \u201cObservou-se uma desacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada na concess\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e0 pessoa jur\u00eddica, ao passo que a concess\u00e3o \u00e0 pessoa f\u00edsica exibiu menor desacelera\u00e7\u00e3o, sendo menos acentuada nas modalidades de baixo custo\u201d, diz o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm que pese as condi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias restritivas, enfatizou-se que j\u00e1 se observa a transmiss\u00e3o do ciclo de pol\u00edtica monet\u00e1ria esperado pelo mercado para as taxas correntes de novas concess\u00f5es, levando tamb\u00e9m a um maior dinamismo dos mercados de capitais\u201d, acrescentou o Copom.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o cr\u00e9dito ampliado ao setor n\u00e3o financeiro, que \u00e9 o cr\u00e9dito dispon\u00edvel para empresas, fam\u00edlias e governos independentemente da fonte (banc\u00e1rio, mercado de t\u00edtulo ou d\u00edvida externa) alcan\u00e7ou R$ 15,258 trilh\u00f5es, com aumento de 2% no m\u00eas. Os principais fatores para essa evolu\u00e7\u00e3o foram os t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica, que cresceram 1,9% e os empr\u00e9stimos da d\u00edvida externa, com expans\u00e3o de 5,9%, para a qual contribuiu a deprecia\u00e7\u00e3o cambial de 3,8% no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses, o cr\u00e9dito ampliado cresceu 8,9%, ante 7,3% em julho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Endividamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Banco Central, a inadimpl\u00eancia &#8211; considerados atrasos acima de 90 dias &#8211; tem se mantido est\u00e1vel h\u00e1 bastante tempo, com pequenas oscila\u00e7\u00f5es e registrou 3,6% em agosto. Nas opera\u00e7\u00f5es para pessoas f\u00edsicas, ela est\u00e1 em 4,1% e para pessoas jur\u00eddicas em 2,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O endividamento das fam\u00edlias &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o saldo das d\u00edvidas e a renda acumulada em 12 meses &#8211; ficou em 47,8% em julho, queda de 0,4 pp no m\u00eas e de 2,3% em 12 meses. Com a exclus\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio, que pega um montante consider\u00e1vel da renda, o endividamento ficou em 30,2% no oitavo m\u00eas do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o comprometimento da renda &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o valor m\u00e9dio para pagamento das d\u00edvidas e a renda m\u00e9dia apurada no per\u00edodo &#8211; ficou em 27,6% em julho, redu\u00e7\u00e3o de 0,7 pp na passagem do m\u00eas e com alta de 0,3 pp em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois \u00faltimos indicadores s\u00e3o apresentados com uma defasagem maior do m\u00eas de divulga\u00e7\u00e3o, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Varela Net <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo terceiro m\u00eas seguido, a taxa m\u00e9dia de juros das concess\u00f5es de cr\u00e9dito livre teve queda e passou de 43,8% para 43,5% ao ano em agosto, redu\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto percentual (pp) no m\u00eas. 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