{"id":2954,"date":"2023-08-22T10:50:32","date_gmt":"2023-08-22T13:50:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diabahia.com.br\/?p=2954"},"modified":"2023-08-22T10:50:34","modified_gmt":"2023-08-22T13:50:34","slug":"transplante-de-coracao-esta-suspenso-na-bahia-ha-quase-2-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diabahia.com.br\/index.php\/2023\/08\/22\/transplante-de-coracao-esta-suspenso-na-bahia-ha-quase-2-anos\/","title":{"rendered":"Transplante de cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 suspenso na Bahia h\u00e1 quase 2 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Depois de duas semanas internado em um hospital em S\u00e3o Paulo devido a um quadro de insufici\u00eancia card\u00edaca, o apresentador\u00a0Fausto Silva anunciou que vai precisar de um transplante de cora\u00e7\u00e3o. A Bahia n\u00e3o realiza o procedimento desde janeiro do ano passado e pacientes que precisam ser transplantados s\u00e3o transferidos para outros estados. Hoje, 58 pacientes aguardam para realizar o procedimento fora de casa. Entre 2010 e 2022, apenas quatro transplantes card\u00edacos foram feitos em territ\u00f3rio baiano.<\/p>\n\n\n\n<p>O transplante \u00e9 como a ponta do iceberg no tratamento de doen\u00e7as card\u00edacas. Ou seja, o recurso final para manter um paciente vivo e saud\u00e1vel. A \u00faltima cirurgia desse tipo foi feita na Bahia em 18 de janeiro de 2022, no Hospital Ana Nery. Desde ent\u00e3o, todos aqueles que precisam receber um novo cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o colocados em listas de espera de outros estados. A falta de recursos financeiros e a prioridade para a realiza\u00e7\u00e3o de outras cirurgias, que n\u00e3o o transplante, justificam a suspens\u00e3o do servi\u00e7o, de acordo com a Secretaria de Sa\u00fade da Bahia (Sesab).<\/p>\n\n\n\n<p>O hist\u00f3rico do estado na realiza\u00e7\u00e3o do procedimento \u00e9 marcado por idas e vindas. Entre 2009 e 2014 nenhum transplante de cora\u00e7\u00e3o foi feito na Bahia. Apenas em 2015, quando o Hospital Ana Nery (HAN) passou por uma reestrutura\u00e7\u00e3o, a cirurgia foi realizada, em novembro. Os dois procedimentos seguintes s\u00f3 aconteceram tr\u00eas anos depois, em 2018. At\u00e9 que em janeiro do ano passado, uma mulher que passou duas semanas sobrevivendo com o aux\u00edlio de m\u00e1quinas que bombeiam o sangue foi a \u00faltima paciente a passar pela cirurgia. <\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que o HAN volte a realizar o procedimento em outubro deste ano. At\u00e9 que isso aconte\u00e7a, pacientes precisam se afastar de familiares e amigos para enfrentar a espera por um cora\u00e7\u00e3o em uma cidade distante, al\u00e9m de correr mais riscos diante da necessidade de transporte. O tempo m\u00e9dio de espera para a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia \u00e9 de 6 meses a 1 ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO transplante \u00e9 a linha final de tratamento para os pacientes que t\u00eam insufici\u00eancia card\u00edaca. A transfer\u00eancia desses pacientes \u00e9 de alto risco e envolve transporte a\u00e9reo\u201d, explica o cardiologista Luiz Ritt, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Regional Bahia e professor da Escola Bahiana de Medicina. Em cerca de um ano e meio, o especialista participou do tratamento de ao menos quatro pacientes que precisaram ser transferidos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um ano, a vida de Walker Roberto Pionorio Teixeira, de 56 anos, virou de cabe\u00e7a para baixo. Depois de sentir falta de ar durante um almo\u00e7o, o consultor de empresas foi internado \u00e0s pressas e recebeu a not\u00edcia mais dif\u00edcil e improv\u00e1vel que poderia ter. Os m\u00e9dicos lhe deram quatro dias de vida. Com um quadro grave de insufici\u00eancia card\u00edaca, ele precisava passar por um transplante de cora\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e foi transferido para hospital em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os 7 meses em que esperou um \u00f3rg\u00e3o compat\u00edvel geneticamente, Walker Roberto enfrentou momentos de solid\u00e3o e desesperan\u00e7a. Viu de perto a morte de 12 colegas de internamento que esperavam uma doa\u00e7\u00e3o e sonhou incont\u00e1veis com a sua pr\u00f3pria morte. \u201cEnquanto eu estava em Salvador, todo dia tinha um familiar comigo. Em Bras\u00edlia, \u00e0s vezes eu passava a semana toda s\u00f3 com o acompanhamento do pessoal do hospital. \u00c9 muito triste ficar aguardando na UTI e ver os \u00f3bitos de outras pessoas\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro deste ano, depois de muita espera e vivendo gra\u00e7as a tratamentos que realizavam a fun\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, Walker Roberto recebeu a doa\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o compat\u00edvel e a cirurgia foi um sucesso. Depois de um m\u00eas, ele recebeu alta e voltou para a capital baiana. \u201cHoje eu tenho 56 anos com um cora\u00e7\u00e3o de 28. O doador era um ciclista que foi atropelado por um caminh\u00e3o e a \u00fanica coisa que deu para salvar foi o cora\u00e7\u00e3o\u201d, revela.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o cardiologista Luiz Ritt, um paciente com insufici\u00eancia card\u00edaca terminal tem chance de mortalidade de mais de 50% em um ano. \u201cJ\u00e1 quando \u00e9 transplantado, o paciente tem vida m\u00e9dia de dez anos, sendo que pode passar pelo procedimento novamente\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Jornal Correio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de duas semanas internado em um hospital em S\u00e3o Paulo devido a um quadro de insufici\u00eancia card\u00edaca, o apresentador\u00a0Fausto Silva anunciou que vai precisar de um transplante de cora\u00e7\u00e3o. A Bahia n\u00e3o realiza o procedimento desde janeiro do ano passado e pacientes que precisam ser transplantados s\u00e3o transferidos para outros estados. 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